Catedral de Santa Luzia, um dos ícones de Mossoró.
Mossoró
enfrentou o bando de Lampião e venceu. Oh terra de cabras machos!
Naquele 13 de junho, do ano de 27, Virgulino Ferreira invadiu a cidade e
foi combatido por bravos resistentes, liderados pelo prefeito Rodoldo
Fernandes e pelo Padre Motta, o verdadeiros heróis da saga mossoroense.
Localizada
a 267 km de Natal e a 220 km de Fortaleza, Mossoró é a segunda maior
cidade do estado do Rio Grande do Norte. Por sua diversidade e riquesa,
Mossoró também é conhecida como a “capital do oeste potiguar”, a “terra
do sol”, do “petróleo e do sal”.
Apesar de localizar-se no
sertão, a cidade possui fácil acesso às praias, sendo Tibau a praia mais
próxima com menos de 30 km de distância, seguida pelas deslumbrantes
praias de Areia Branca como Upanema (48 Km), Ponta do Mel (53 Km) ou
Morro Pintado (50 m).
Os mossoroenses sentem orgulho de suas
tradições, de um passado ilustrado de fatos históricos e de suas festas
juninas, formando um tripé de atrações, que ao longo dos últimos anos
vêm atraindo muita gente para a cidade. A realização de grandes eventos
populares vem criando uma identidade cultural que tem chamado a atenção
do turista, aqueles que querem conhecer de pertos nossas raízes
sertanejas.
Capital da cultura potiguar
A moderna arquitetura do Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.
A
moderna arquitetura do Teatro Municipal Dix-Huit Rosado em contraste
com a Estação das Artes Eliseu Ventania, a antiga estação ferroviária
que se transformou em pólo cultural, completam o Corredor Cultural de
Mossoró, que oferece excelentes momentos de lazer e cultura para quem
faz uma visita a Avenida Rio Branco.
Mossoró também é considerada
a capital cultural do estado, possuindo diversos teatros e uma maratona
de eventos, como o Mossoró Cidade Junina (uma das maiores festividades
juninas do Brasil), e os espetáculos teatrais a céu aberto como o Chuva
de Bala no País de Mossoró, Auto da Liberdade e o Auto de Santa Luzia.
Mossoró
tem também um dos maiores shoppings do Estado, o Mossoró West Shopping
(o primeiro do município), que conta com cerca de 140 lojas, praça de
alimentação e futuramente cinco salas de cinema. O município também
conta com hotéis com águas termais e um executivo da rede de hotéis
francesa Ibis.
Corredor Gastronômico da Avenida Rio Branco
Barzinhos e restaurantes estilizados na Avenida Rio Branco.
A
grande Avenida Rio Branco se transformou no Corredor Cultural
mossoroense, onde o castelo de Branca de Neve e o mundo encantado de
Walt Disney fazem parte do complexo Parque da Criança, espaço reservado
para a criançada se divertir.
Casas casadas, coladinhas, bem
pintadinhas, que parecem ter surgidas do século 18, forma a praça de
convivência onde barzinhos aconchegantes são “points” para a juventude
mossoroense e turistas se encontrem numa atmosfera de olhares e
paqueras.
Até hoje, o feito da resistência é contado com orgulho
pelos mossoroenses. Tanto que a cidade construiu um espaço próprio para
homenagear aqueles heróis. Trata-se do Memorial da Resistência de
Mossoró. A idéia é permitir que as pessoas façam uma viagem no tempo,
para conhecer a Mossoró de 1927 através de grandes painéis.
Mossoró Cidade Junina
Shows na Estação das Artes Elizeu Ventania
O
evento “Mossoró Cidade Junina” ocorre durante todo o mês de junho.
Atualmente, já é o maior festejo junino do Rio Grande do Norte e um dos
maiores do Nordeste, disputando o título “Capital do Forró” com Campina
Grande e Caruaru. Shows de artistas locais e bandas nacionais fazem
parte da programação dessa festa.
Quando o espetáculo “Chuva de
Bala no País de Mossoró” termina, o adro da igreja de São Vicente se
esvazia com as pessoas indo à Estação das Artes Eliseu Ventania, sede do
evento “Mossoró Cidade Junina”, que na madrugada de um sábado qualquer
pode reunir cerca de 30 mil pessoas - público este oriundo de várias
partes do Estado e do Brasil.
O projeto "Mossoró Cidade Junina"
não dever nada para outras festas juninas de peso, se consolidando como o
terceiro maior são João do Nordeste. Antes mesmo de sair de casa, a
população já fazia a sua parte na festa, acendendo fogueiras e
estourando traques pela cidade, toda enfeitada para os festejos juninos.
O
“Mossoró Cidade Junina” não é apenas um evento fechado para quem gosta
de forró e ritmos nordestinos. Em mais de 10 anos, o evento se
consolidou como um espaço eclético, um lugar reservado para todos os
estilos da musicalidade brasileira e internacional.
Com a
proposta de realizar um evento pluralizado, onde todas as tribos se
sintam atraídas, fez com que o “Mossoró Cidade Junina se” transformasse
numa grande salada musical para agradar os mais variados públicos com
forró, MPB, pop-rock, regue, samba, música-eletrônica, entre outros
balanços.
Chuva de Bala no País de Mossoró
Espetáculo é realizado no adro da Igreja São Vicente, no exato local onde aconteceu o fato.
Mossoró
já conquistou tradição em apresentar grandes espetáculos ao ar livre.
Durante todo o ano, são apresentados três grandes eventos ao ar livre: O
Chuva de Bala no País de Mossoró (junho), o Auto da Liberdade
(setembro) e o Oratório de Santa Luzia (dezembro).
Contando a
história da batalha dos resistentes mossoroenses contra Lampião e seu
bando de cangaceiros, no dia 13 de junho de 1927, espetáculo “Chuva de
Bala no País de Mossoró” acontece em frente à Capela de São Vicente,
local onde houve a batalha real, com apresentações sempre no mesmo
horário e aberto ao público.
O espetáculo reúne mais de 50 atores
em cena, todos locais. A direção da peça é assinada pelo potiguar João
Marcelino, que também é responsável pelo cenário. O texto é do escritor e
professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Tarcísio
Gurgel, e a música, do maestro Danilo Guanais.
Pensado
inicialmente em ser apresentado apenas em 2002, durante as comemorações
dos 75 anos do ataque, a montagem teatral acabou se incorporando
oficialmente aos festejos da cidade. Hoje, a encenação integra o
“Mossoró Cidade Junina”, programação com vários dias de evento que
inclui concertos de sanfoneiros, concursos de quadrilhas, feiras de
artesanato, violeiros, entre outras atrações locais, regionais e
nacionais.
Os primeiros habitantes e a história mossoroense
Ponte ferroviária sobre o Rio Mossoró. Lugar onde Lampião e seu bando cruzaram o rio em direção a Mossoró.
Os
primeiros habitantes da região foram índios monxorós, que eram, segundo
o historiador Luiz da Câmara Cascudo, da etnia dos cariris. Alguns
historiadores assinalam como da família dos potiguares e até mesmo como
tapuias.
Conforme o Mestre Cascudo, os monxorós eram de tipo
baixo, ágil, platicefalo (que tem cabeça chata), com hábitos de guerra e
espírito taciturno, características dos cariris. Ainda de acordo com
Cascudo, no começo do século XVIII, os monxorós foram banidos para a
serra dos Dormentes, em Portalegre.
Em 1749, vencidos pelos
paiacús, auxiliados pelos bandeirantes Carlos Barromeu e Clemente Gomes
de Amorim, os moxorós foram finalmente absorvidos por outras tribos mais
fortes.
Cascudo diz que o topônimo provém dos cariris monxorós
ou mossorós. Para Antônio Soares, Mossoró é corruptela de mô-çoroc,
vocábulo indígena que significa fazer roturas, o que rasga, rompe ou
abre fendas.
Em um texto explicando a origem do nome do
município, Antônio Soares escreve: “Aplica-se bem ao rio Mossoró, que
rasgou ou rompeu a terra marginal em diversos pontos, formando camboas”.
No mesmo texto, o autor ainda cita a versão de Saldanhas Marinho, para
quem "Mossoró" era corruptela de mororó, árvore muito flexível,
resistente e vulgar no norte.
Outras atrações em Mossoró
A “Cidadela” (é uma cidade cenográfica montada ao lado da Capela de São Vicente.
A
Cidade é montada ao lado da Igreja São Vicente. Todo ano, há uma
programação especial para as crianças, que tem como objetivo resgatar
brinquedos e brincadeiras populares como pescaria, gato no pote, pau de
sebo, entre outras.
O evento atrai grupos musicais e atrações
itinerantes. O concurso de quadrilhas juninas será outra grande atração.
A disputa ocorre numa arena de 1,2 mil metros quadrados, com
arquibancadas para 2 mil pessoas. No total, 20 mil integrantes, de 300
quadrilhas, vão apresentar-se ao longo da festa, vestindo coloridas
roupas típicas.
E mais a pitoresca Fórmula Jegue - corrida com o
animal símbolo do sertão nordestino que acontece no “jegódromo”,
pertinho da área da Feira do Bode, além de um passeio de burro-taxi pela
cidade, completam as atrações do Mossoró Cidade Junina.
Outros retratos de Mossoró
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Tradicional Festival de quadrilha estilizada e matuta.

Divisa entre os Estados RN e CE, entre as praias de Tibau (RN) e Icapuí (CE).

Ponte cortando o Rio Mossoró, no centro da cidade.

Praça do Pax, centro de Mossoró.

Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró.

Memorial da Resistência, na Avenida Rio Branco.

Grande painéis com fotos originais do gançaço, no Memorial da Resistência.

Prédio da antiga União Caixeiral

Barzinhos e restaurantes do corredor gastronômico, na Avenida Rio Branco.

Castelo de Cinderela. Praça de brincadeiras para crianças, na Avenida Rio Branco.
Espetáculo teatral, realizado na Estação das Artes Elizeu Ventania.
FONTE: http://chaopotiguar.blogspot.com.br
FOTOGRAFIAS ACERVO: ALEX GURGEL