quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ARTISTA PLÁSTICO E POETA JOSÉ ALVES



José Alves dos Santos


VOAR


Sempre a voar

Cruzando espaços alegres no ar,
Vultos suaves
Cantando,
Voando,
Sempre a voar:
Seus momentos do alto,
E de lá pensar
Do mundo que é seu que é seu



                              O QUE ME DIZ???

José Alves dos Santos


O que me diz?
Quando me olha,
Quando me olha sorrindo:
Me diz o quê?
Me diz amor?
Me diz?

(CLÃ) DESTINO



Hélio Crisanto

 
A cobiça é o ópio que inebria o homem
E a carniça que o nutre e o empurra ao lodo
Suas bocas cospem balas
E o veneno exala em suas almas
A vida jaz… vale tão pouco
Fujo atônito como um peregrino sem norte
Correndo da morte
Aniquila-me sozinha a solidão,
Solidão da dúvida
A solidão da incerteza
E da falta de amor ao próximo
Sinto-me um paquiderme inerte-degradado e resumido ao nada
Ó mundo empedernido, não quero o afago das tuas mãos prostituídas
E nem o ósculo da tua ira
Quero apenas o amor dos poetas… somente o amor dos poetas
Enquanto as bombas e os fuzis entoam a ópera do mal
Enquanto os Osamas e os Saddans enquanto for
Resguardo-me em meu refúgio segurando a bandeira da paz
Sou clandestino neste mundo cão.

POETA ADONIAS SOARES



Adonias Soares Pereira

                                                                       
MORTE DE JESUS CRISTO

                   I                                                                                 
       Jesus de tanto sofrer                             
Estava quase morrendo                         
      Pregado sobre uma cruz                     
O sangue nos pés descendo                  
Ouvindo choros e vozes                         
Olhava para os algozes                          
Ainda se compadecendo                       
               II
Jesus no monte calvário
Estava crucificado
Recebendo a acusação
Um ladrão de cada lado
Ainda se compadecia
Rogando ao pai lhe pedia
Perdão para nosso pecado

                III       

Aproximou-se o momento
De partir pra sua glória
Fitou os olhos no céu
E disse: Pai, da-me vitória
Soltou o último brado
Dizendo está consumado
O final da nossa história

             IV

Imagine eu e você
E o mundo reconstruído
Se Jesus Cristo tivesse
Da tarefa desistido
Sem socorro onipotente
Irremediavelmente
O mundo estava perdido
    V
Na morte de Jesus Cristo
Houve uma transformação  
 A terra tremeu de medo 
Rochas rolaram no chão 
Por meus pecados e os seus 
Morreu o filho de Deus 
Pra nos dar a salvação 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

àrvore genealógica

A CONTAR DA HISTÓRIA DA SANTA CRUZ DO TRAIRI, RN.
Dileto Amigo,
Venho por meio deste e-mail apresentar-lhe algo de minha vida particular, pois pude somente ontem, domingo, dia 30 de dezembro de 2012, fechar nossa árvore genealógica ancestral, através da grata surpresa da presença da última representante de geração antiga, minha tia-bisavó, Francisca da Rocha Freire, hoje com 92 anos de pura lucidez e força, a quem reside em Recife, PB.  Ela nasceu na Fazenda Inharé de Cachoeiras, em casa antiga de co-fundador de Santa Cruz do Trairi, seu avô, João da Rocha Freire, meu tetravô. Dona Francisca confirma que a família de Lourenço (Rodrigues) ficou às margens do Rio Trairi, melhor pedaço de chão; que dedicaram-se à política. Já a nossa, família de João (Rocha Freire), ficou na penúria às margens do Rio Inharé, rio menos abundante que aquele. Conta que foi a seca de 1930 que fez ela e seus 15 irmão irem morar em Natal, João Pessoa e Recife. Meu bisavô, irmão dela, Arthur da Rocha Freire, não arredou o pé daqui, tornou-se comerciante simples; ficou cuidando das pouquíssimas cabeças de gado que a Seca permitiu sobreviver. Ela chora ao dizer que a miséria climática da estiagem fez nossa família comer xique-xique queimado e vender as terras a troco de pão.
Conclui a pesquisa, ratificando o que tios e primos disseram a mim, que sou descendente dos co-fundadores desta cidade. Lisonja, não soberba minha assim afirmar. Veja sequência ancestralógica simplificada.
1.       Eu: Diego da Rocha Fernandes.
2.       Minha mãe: Railma da Rocha Freire.
3.       Meu avô materno: Elino da Rocha Freire.
4.       Meu bisavô materno: Arthur da Rocha Freire.
5.       Meu tataravô materno: Pedro da Rocha Freire (filho de João da Rocha Freire, irmão de Antônio da Rocha Freire, este casado com Isabel Pereira da Cunha, e José da Rocha Freire).
6.       Meu tetravô materno: João da Rocha Freire – citado como um dos três co-fundadores de Santa Cruz do Trairi (BEZERRA, Severino; 1984, página 08. In: Memória Histórica de Santa Cruz; AMORIM, Hermano José de; 1998, página 22. In: Santa Cruz nos Caminhos do desenvolvimento).
A ver, oficialmente, são os co-fundadores de Santa Cruz do Trairi, os irmãos: Lourenço da Rocha João da Rocha Freire, e seu primo José Rodrigues da Silva, ano de 1825, vindos do Crato, Estado do Ceará. Logo após, vieram alguns contraparentes da Paraíba, também família Rocha e Rodrigues. Vejo que foi um núcleo familiar que fundou Santa Cruz, a mostrar um traço bastante simples e rudimentar de se estabelecer um povoamento colonial. As terras, simples doação das sesmarias em troca de povoamento daquele que tivesse a coragem de se embrenhar em terras inóspitas e sem qualquer “amparo provincial”.
Com atenção e apreço,
Diego Rocha

FOTOGRAFIAS ANTIGAS RETROSPECTIVA